Grupo é suspeito de invadir contas no Gov.br de servidores para pedir empréstimos
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Operação da Polícia Civil do DF contra grupo que fazia empréstimo fraudulento
TV Globo/Divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal fez, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação contra um grupo criminoso que invadia contas no Gov.br de servidores públicos e pedia empréstimos (veja abaixo). O prejuízo passa dos R$ 364 mil.
As contas dos suspeitos também foram bloqueadas. Eles devem responder por organização criminosa e estelionato eletrônico.
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A operação cumpriu seis mandados de prisão e oito de busca e apreensão em Samambaia, Areal, Ceilândia, Riacho Fundo e nos municípios de Aragarças, em Goiás, e Barra do Garças, no Mato Grosso.
Como o golpe funcionava?
Segundo a investigação, o grupo criminoso agia da seguinte forma:
alugava casas de forma temporária;
instalava computadores e impressoras para fazer as fraudes;
fazia levantamento para descobrir servidores públicos com alto score de crédito, ausência de dívidas e margem consignável elevada;
recrutava pessoas em situação de vulnerabilidade social e abria contas digitais em bancos com reconhecimento facial exigido pelos aplicativos;
imprimia documentos falsos com os nomes das vítimas, mas com as fotos dos recrutados;
um cartão de crédito era solicitado e pequenos gastos eram feitos;
na plataforma Gov.br, as contas de servidores públicos eram violadas e empréstimos fraudulentos eram pedidos.
De acordo com a polícia, duas vítimas do DF tiveram o prejuízo de R$ 244.131,79 pelo Banco Sicredi e de R$ 120 mil pelo Banco do Brasil.
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