Idosa perde mais de R$ 200 mil em golpe de falsa central de banco; polícia do DF investiga caso
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Pesquisa revela que brasileiros são alvos de mais de 4,6 mil tentativas de golpe financeiro por hora
Reprodução/TV Globo
Uma idosa, moradora do Distrito Federal, perdeu R$ 212,5 mil em um golpe de falsa central de banco em maio de 2025. Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil deflagrou uma operação para prender o grupo criminoso.
De acordo com a investigação, os golpistas se passavam por funcionários da área de segurança do banco e orientavam a vítima a fazer diversas transferências para as contas dos infratores (entenda abaixo).
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Além de repassar o dinheiro que tinha em conta, a idosa fez empréstimos de altos valores, segundo as investigações.
Além da idosa, outras 15 vítimas do DF foram identificadas. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo desse grupo passa de R$ 660 mil. A polícia segue com investigação para saber se há outras vítimas e outros criminosos que participavam do golpe.
Como era o golpe?
De acordo com a investigação, o golpe era aplicado dessa forma:
criminoso liga para vítima se passando por gerente do banco;
em seguida, convence a vítima a ir a um caixa do banco, presencialmente, sempre com o criminoso ao telefone;
o golpista afirma que, para identificar a origem dos débitos, é preciso fazer transferências para rastrear o valor desviado;
os valores eram, então, transferidos para contas de "laranjas" e, depois, encaminhados para os criminosos.
A operação
Motos e carros de alto valor foram apreendidos durante operação contra grupo criminoso em SP.
PCDF/Divulgação
Apesar das vítimas serem do DF, três mandados de prisão e oito de busca e apreensão devem ser cumpridos na capital paulista.
Até a última atualização desta atualização, dois mandados de prisão foram cumpridos. Computadores, celulares e veículos de alto valor também foram apreendidos (veja abaixo)
Segundo a polícia, 12 integrantes do grupo criminoso já foram identificados e vão ser indiciados. Além das prisões, o bloqueio de contas bancárias, a suspensão de atividades de empresas e o sequestro de imóveis de alto valor foram autorizados.
O grupo vai responder pelos crimes de estelionato pelo meio eletrônico, violência psicológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a 24 anos de reclusão.
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