Mãe denuncia suspeita de maus-tratos à filha em creche particular do DF
26/06/2026
(Foto: Reprodução) Mãe denuncia suspeita de maus-tratos à filha em creche particular do DF
Uma mãe denunciou à polícia a suspeita de maus-tratos contra à filha de 7 anos, que é autista não verbal e tem microcefalia, em uma creche particular no Recanto das Emas, no Distrito Federal. Segundo a família, a menina começou a chegar em casa com hematomas, feridas e marcas de mordida.
Giovana Rodrigues conta que a filha mudou de comportamento assim que entrou na instituição, em outubro de 2024.
"Por ser uma criança PCD, a gente achou que era ali que era um período de adaptação e que logo isso ia passar. Os primeiros sinais eram choro. Toda vez que ela chegava na frente da casa [onde é a creche], ela já se desesperava", afirmou a atendente.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia do Recanto das Emas como maus-tratos contra criança. A reportagem não conseguiu localizar os responsáveis pelo estabelecimento.
Em nota, a Secretaria de Educação informou que a creche não é credenciada junto à pasta nem tem autorização para oferecer atendimento educacional. A secretaria declarou que vai acionar a DF Legal para tomar as devidas providências.
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Denúncias de ex-funcionários
Mãe denuncia maus-tratos à filha em creche no DF
Reprodução
A mãe afirma que deixou a situação passar por não ter provas suficiente. No entanto, em junho deste ano, uma funcionária da creche contou à Giovana o que acontecia no local.
"Elas praticavam agressão verbal e falas preconceituosas. Quando minha filha pegava em uma delas com a mão babada – por ser PCD, ela baba muito –, elas falavam: 'sai para lá com essa sua baba sebosa'", contou Giovana.
Uma testemunha, que prefere não se identificar por medo de represálias, trabalhava na creche e diz que era impedida de dar suporte à menina.
"A orientação que passavam para gente era essa, de deixar ela no canto, porque ela gostava de ficar mais quieta no canto dela. A gente nunca questionou", diz a mulher.
Outra ex-funcionárias relata que havia mais problemas na creche.
"Após o almoço, eles eram obrigados a entrar em um quartinho bem minúsculo, várias crianças deitadas naqueles tatames, tempo quente, muito abafado lá. As crianças ficavam em grito, em desespero lá", afirmou.
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