Policial militar é suspeito de aplicar golpe de pirâmide financeira contra colegas de farda no DF

  • 11/06/2024
(Foto: Reprodução)
Sargento e outras pessoas são investigadas por oferecer investimentos com rentabilidade mensal de 10%. g1 tenta contato com policial. MP faz operação contra militar do DF por suposto crime de pirâmide financeira MPDFT/Reprodução O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagrou, nesta terça-feira (11), uma operação contra um grupo suspeito de aplicar golpes de pirâmides financeiras. Os investigados prometiam a falsa oferta de investimentos com rentabilidade mensal de 10%. As denúncias partiram da corregedoria da Polícia Militar. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Conforme apurado pela TV Globo, o policial militar Matheus Soares Maia teria aliciado outros militares para participarem de uma rede de investimentos em criptomoedas por meio da empresa Liberty Up. Além de dinheiro, as vítimas transferiram imóveis ao grupo. O g1 tenta contato com o militar. A Polícia Militar do DF informou que no ano passado a Corregedoria recebeu denúncias de que policiais militares teriam sido vítimas de crimes de natureza militar em uma pirâmide financeira e afirmou que a "Corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IMP). A empresa Liberty disse que está colaborando com a investigação (veja íntegra das notas ao final da reportagem). O esquema teria movimentado cerca de R$ 4 milhões em 2022. Já o militar chegou a movimentar cerca de R$ 6 milhões em suas contas correntes, o que, segundo o Ministério Público, é incompatível com sua renda mensal como policial militar. O MP afirma que a empresa usada para cometer o golpe quebrou, o que gerou prejuízo aos militares do 6º BPM. As investigações apontaram ainda que, além do sargento, civis estavam envolvidos no esquema, assim como a empresa Maia & Fernandes Consultoria e Intermediações LTDA. Os agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e empresas no Distrito Federal e em Luziânia, Goiás. Os alvos são investigados por crimes contra a economia popular, de estelionato, lavagem de capitais e associação/organização criminosa. O que diz a PMDF? "A Corregedoria da PMDF recebeu no ano passado denúncias de policiais militares que teriam sido vítimas de crimes de natureza militar em uma pirâmide financeira. A Corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM). Como resultado das investigações, observou-se a participação de civis e a utilização de empresas para, em tese, práticas criminosas. Dessa forma, juntamente com a Promotoria Militar, foi realizado o compartilhamento de provas com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPDFT), para que se avançasse nas investigações quanto aos civis e as empresas apontadas (crimes comuns), enquanto a Corregedoria da PMDF continuaria com as investigações em relação ao militar envolvido (crimes militares). Na data de hoje, após representação ao juízo competente, foi desencadeada a Operação MADOFF coordenada pelo GAECO/MPDFT, e pela Corregedoria da PMDF e com o apoio da PMGO, onde foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão no DF e no estado de Goiás". O que diz a empresa Liberty? "A Liberty vem fazer esclarecimentos a cerca da Operação MADOFF, onde foram deflagradas por meio de mandato judicial busca e apreensão na residência dos responsáveis legais, bem como na residência de seu ex consultor, Matheus Soares Maia, que tem sido alvo da operação em questão. Enfatizamos que desde a primeira notificação realizada em junho de 2022, os representantes legais da empresa, especialmente a presidente Vitória Cristina, nunca correlacionaram funcionários ou clientes que indicavam a empresa como corresponsáveis, pois de fato não são. A empresa em sua reestruturação, busca demonstrar boa fé, mesmo com inúmeros processos em curso, inclusive na esfera criminal. Embora a capacidade financeira não abarque todos os clientes simultaneamente e os bloqueios e restrições judiciais prejudiquem de forma direta a empresa, os pagamentos com imóveis, pecúnia e transações são realizados na medida do possível, de forma única e exclusiva da empresa. A movimentação financeira citada no G1 se referindo a empresa Maia & Fernandes, se trata dos valores recebidos e repassados exclusivamente aos clientes. Não havendo assim nenhuma apropriação por parte de Matheus Soares Maia. A empresa, por meio de familiares, entregou documentos, arquivos, notebook e tudo que representasse valor ou informação para colaborar com as investigações. Aproveitamos a oportunidade para enfatizar, que o grupo 6º Batalhão de Polícia Militar, o qual Matheus fazia parte, teve indicações por parte de outro membro que não faz mais parte da empresa desde 2022. Sendo assim, Matheus não era o responsável direto, indicou alguns colegas, os quais em sua maioria já entraram no plano de recuperação e muitos já tiveram seu dinheiro ressarcido. A prestação de contas pode ser acompanhada pelo Instagram oficial da empresa. Continuamos à disposição da imprensa e autoridades para quaisquer esclarecimentos!" LEIA TAMBÉM: DROGA: Veterinário é preso no DF suspeito de vender cetamina; quantidade poderia anestesiar 120 mil gatos VÍDEO: PMs jogam spray de pimenta em donos e clientes de distribuidora de bebidas e policial ainda manda apagar imagens do celular, no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2024/06/11/policial-militar-e-suspeito-de-aplicar-golpe-de-piramide-financeira-contra-colegas-no-df.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Chama no Zap 61 9 8647-0517 e Peça sua Música

Anunciantes