Preso suspeito de enganar clientes e cobrar valores exorbitantes por manutenções no DF; irmão está foragido
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Preso suspeito de enganar clientes e cobrar valores exorbitantes por manutenções no DF
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (20), um homem suspeito de enganar clientes e cobrar valores exorbitantes por serviços de manutenção no Distrito Federal.
Érick Diego Costa Souza Matos, de 20 anos, foi localizado em Ceilândia, onde a polícia também realizou buscas e apreensões. O outro suspeito e seu irmão, David Welder Costa de Souza Matos, de 28 anos, está foragido.
Considerando apenas os episódios de 2026, o prejuízo das vítimas passa de R$ 30 mil. Segundo a polícia, os suspeitos devem responder pelo crime de estelionato.
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Os golpes
As investigações começaram após a denúncia de que uma idosa de 76 anos, com limitações de mobilidade, procurar assistência para consertar o portão eletrônico de sua casa. Segundo a polícia, a vítima chegou aos irmãos por meio de material publicitário afixado no próprio portão e pretendia obter apenas um orçamento.
Érick e David foram até o endereço da idosa e fizeram uma intervenção no equipamento antes de informar o preço. Ao final, cobraram cerca de R$ 3,9 mil da idosa. Como ela não possuía o valor, Érick e David verificaram quanto dinheiro ela tinha disponível e receberam R$ 2,9 mil em espécie.
A Polícia Civil identificou cinco números telefônicos e outras 26 ocorrências policiais relacionadas aos suspeitos.
Mais casos
Cartões usados por suspeitos de enganar clientes e cobrar valores exorbitantes por manutenções no DF
reprodução
A partir do golpe contra a idosa, os policiais da 15ª Delegacia aprofundaram a investigação e descobriram outros casos.
Érick Diego e David Welder distribuíam e colavam adesivos e cartões publicitários em portões residenciais. Quando o morador entrava em contato, eles compareciam ao imóvel, normalmente uniformizados e com ferramentas.
Mesmo quando o consumidor pretendia apenas obter um orçamento, os investigados desmontavam o portão e retiravam componentes para o suposto reparo, antes de informar o preço. Somente com o serviço iniciado ou concluído apresentavam a cobrança com valores altos.
Outras formas de golpe
A investigação também descobriu que Érick Diego e David Welder enganavam as vítimas de outras formas.
Em um dos casos, uma vítima acreditava estar realizando uma transferência de R$ 800, mas depois descobriu uma cobrança de R$ 8 mil.
Em outro caso, a vítima foi informada de que o primeiro pagamento não havia sido concluído e realizou novamente a operação, descobrindo depois um débito em duplicidade de R$ 2,2 mil.
Em um terceiro episódio, uma vítima idosa precisou obter dinheiro emprestado para realizar um PIX de R$ 3 mil aos irmãos.
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